UMA AULA SOBRE A COSA NOSTRA ITALIANA E A BRASILEIRA.

Existe uma máxima em que, quando um mafioso italiano decide eliminar ou “descartar” outro membro da organização, ele geralmente recorre a métodos calculados para garantir que o corpo não seja encontrado, evitando investigações policiais e mantendo a lei do silêncio (omertà). Mesmo que o descartado tenha proporcionado bons negócios e boas conquistas financeiras.

O cinema, aliás, já tratou desse tema inúmeras vezes. O Poderoso Chefão, que o diga.

Os métodos históricos e reais mais conhecidos utilizados pelas organizações criminosas italianas (como a Cosa Nostra, a ‘Ndrangheta e a Camorra) incluem:

Lupara Bianca (O “Lobo Branco”)

Este é o termo jornalístico e policial italiano usado para definir o assassinato mafioso em que o corpo da vítima desaparece completamente. O objetivo é duplo: impedir que a polícia encontre provas do homicídio e privar a família da vítima de realizar um funeral (o que serve como punição psicológica extrema e demonstração de poder).

Para alcançar a lupara bianca, os mafiosos utilizam técnicas específicas:

Ácido clorídrico (ou sulfúrico): O método mais infame. O corpo da vítima é colocado em grandes tambores de metal cheios de ácido até ser completamente dissolvido. O líquido restante é descartado em terrenos ou esgotos.

Concreto/Cimento: O corpo é jogado em fundações de grandes obras de construção civil controladas pela própria máfia (prédios, rodovias, pontes) e coberto de concreto.

Enterros em locais remotos: Corpos são enterrados em covas profundas no interior da Sicília ou Calábria, muitas vezes em propriedades rurais de aliados, ou jogados no mar com pesos atados aos pés.

A Traição Interna (O “Beijo da Morte”)

Muitas vezes, o descarte não começa com violência explícita, mas com emboscadas psicológicas. Um mafioso marcado para morrer frequentemente é atraído por pessoas de sua total confiança (às vezes seu próprio padrinho ou melhor amigo dentro do clã) para um jantar, uma reunião de negócios ou um local isolado. Ali, ele é estrangulado (geralmente com uma corda de piano ou garrote para não fazer barulho) ou baleado à queima-roupa.

Eliminação da Família Extendida.

Se o mafioso descartado for considerado um traidor em potencial ou se tiver quebrado o código de silêncio cooperando com as autoridades (tornando-se um pentito), a máfia não elimina apenas o indivíduo. Historicamente, clãs rivais ou os próprios chefes ordenavam o massacre de familiares homens, filhos e parentes próximos para cortar a linhagem de vingança (vendetta) e punir o traidor da forma mais dolorosa possível.

Simulação de Acidentes ou Overdoses:

Em cenários onde uma execução violenta atrairia muita atenção do governo, a máfia pode recorrer a assassinatos discretos. Isso inclui injetar doses letais de drogas na vítima para simular uma overdose ou forjar acidentes de trânsito e suicídios.

Se você estiver pesquisando isso para um projeto de escrita, roteiro ou curiosidade histórica, me avise! Posso te dar mais detalhes sobre:

A diferença na atuação entre a Cosa Nostra (Sicília) e a ‘Ndrangheta (Calábria).

Corte rápido para o Brasil.

Em reunião com aliados políticos realizada em Brasília na segunda-feira, 5 de outubro de 2026, após o encerramento do primeiro turno das eleições presidenciais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez duras críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Lula declarou publicamente que sua campanha eleitoral está “carregando nas costas a promiscuidade que ficou estabelecida na Suprema Corte brasileira”, fazendo uma referência direta aos escândalos de imagem e denúncias recentes envolvendo ministros e o Banco Master.

Ele propositadamente se “esquece” que quatro dos ministros do atual STF foram indicados por ele.

Ou seja, o Lula descartou – descaradamente – os ministros do STF que tanto o ajudaram a ser eleito.

Ainda bem que ele não fez como os italianos que praticaram barbáries aos aliados incautos.

Mas, mesmo assim, atingiu em cheio o STF.

Coisas do Brasil.

 

 

 

Wanderley Dóro

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