Começaram os debates políticos e, com eles, uma temporada que conhecemos bem: nos próximos meses milhões de brasileiros discutirão quem vai salvar o país, quem vai destruí-lo e o que acontecerá com a economia depois das urnas.
Eu tenho minhas convicções e não faço questão de escondê-las. Como empresário e alguém que acredita profundamente em liberdade, prosperidade, trabalho, responsabilidade individual e geração de valor, acredito que quem me acompanha já percebeu de que lado da mesa estou.
Mas existe uma diferença enorme entre ter posicionamento político e entregar à política o controle sobre a própria existência.
Posso discordar das decisões de quem governa, desejar menos burocracia, menos impostos e melhores condições para quem trabalha, empreende, produz e emprega, mas nada disso me dá o direito de guardar meus projetos numa gaveta esperando que o Brasil se transforme no cenário perfeito para que eu finalmente resolva agir.
Talvez essa seja uma das grandes armadilhas dos próximos meses: transformar a política em uma nova muleta para justificar aquilo que já estávamos adiando.
Esperar a eleição, o mercado reagir, os juros baixarem, o próximo governo chegar, o cenário ficar mais claro… e descobrir, quatro anos depois, que enquanto esperávamos condições melhores, a vida continuou passando.
Há muito tempo decidi jogar com as cartas que estão na minha mão, em vez de passar a partida inteira reclamando do baralho que recebi.
Isso não é conformismo. É autorresponsabilidade.
Autorresponsabilidade não significa acreditar ingenuamente que tudo depende de você. Governos, crises, impostos, economia, decisões de terceiros e acontecimentos inesperados interferem na nossa trajetória. Significa reconhecer tudo aquilo que está fora do seu controle sem entregar junto aquilo que ainda está dentro dele.
Se o cenário está ruim, como posso vender melhor? Se os custos aumentaram, onde posso ser mais eficiente? Se o mercado mudou, o que preciso aprender? Se determinada porta fechou, qual outra posso construir?
Porque existe uma diferença gigantesca entre lutar para mudar uma realidade e utilizar essa mesma realidade para justificar a própria paralisia.
Nos próximos meses haverá gente dedicando horas para convencer desconhecidos na internet de que determinado político é o problema ou a solução do Brasil, enquanto continua adiando a própria empresa, as finanças, os estudos, a saúde e os projetos.
Você pode vencer todas as discussões políticas e continuar perdendo para a própria procrastinação. Pode defender liberdade e continuar escravo dos próprios hábitos. Pode exigir responsabilidade de quem governa e continuar procurando culpados pelos resultados da própria vida.
Eu vou votar, defender aquilo em que acredito e desejar um país melhor, mas não entregarei quatro anos da minha vida esperando que alguém construa as condições perfeitas para mim.
Se o vento soprar na direção que desejo, aproveito. Se soprar na direção contrária, ajusto as velas.
Porque liberdade também é isso: não precisar de um mundo perfeito para continuar construindo uma vida extraordinária.
O próximo presidente terá quatro anos de mandato.
Você também terá quatro anos da sua vida.
Mais importante do que perguntar o que ele fará com os dele é decidir o que você fará com os seus.
🔥 Não negocie seus resultados.


