E L P O M B E R O
Hoje quero apresentar-lhes um personagem do folclore paraguaio. Um dos meus favoritos, que transita entre a sociologia, a filosofia, a psicologia e a literatura. Esta composição lírica de imenso valor cultural, encontrou sua inspiração na história e no folclore nacional do Paraguai.
E L P O M B E R O
Es el duende de la tierra que el Progreso
relegara a las estultas fantasías sin piedad…
Es el genio de las noches paraguayas
que en el prado se desliza por en medio del chircal.
Es la sombra del pasado.
Es el alma del indígena infeliz.
El fantasma que abandona con el vésparo
su sepulcro guaraní.
Es el indio. Es el Pombero
a quien llaman guaicurú
que se viste del follaje de las selvas
y el plumaje del ñandú.
En la sombra que los árboles arrojan
de la luna al resplandor
y en el hueco de los troncos y en las zanjas
y en las grutas, sin un eco, se agazapa con temor.
Es el cuco. No os sorprenda, niños míos,
que es un cuento, pero un cuento contra el mal.
Es un vampiro misterioso que del niño vagabundo
chupa sangre con afán.
Al conjuro del murciélago despierta.
Las luciérnagas le anuncian con su luz,
cuando rasgan con sus lampos
de las noches funerarias el capuz.
Él no corta el aire al sesgo de su vuelo
como el ave de rapiña nocturnal:
él se arrastra con sus silbos más temible,
más ligero que el veloz ñacaniná.
No hay gorjeo, no hay graznido,
no hay murmullo que no sepa repetir;
pues sus presas él atrae con sus remedos,
sus remedos de falaz cabureí
Amalgama de hombre y fiera,
mitad ave sin sus alas, y serpiente otra mitad,
es el genio de las noches, en la tierra paraguaya,
y el cadáver errabundo de la raza del Guarán.
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E L P O M B E R O (Tradução em Português)
Hoje quero apresentar-lhes um personagem do folclore paraguaio. Um dos meus favoritos, que transita entre a sociologia, a filosofia, a psicologia e a literatura. Esta composição lírica, de imenso valor cultural, encontrou sua inspiração na história e no folclore nacional do Paraguai.
E L P O M B E R O
É o duende da terra que o Progresso
relegou, sem piedade, às estultas fantasias…
É o gênio das noites paraguaias,
que pelo prado desliza por entre o chircal.
É a sombra do passado.
É a alma do indígena infeliz.
O fantasma que abandona, ao cair da tarde,
seu sepulcro guarani.
É o índio. É o Pombero,
a quem chamam guaicurú,
que se veste com a folhagem das selvas
e com a plumagem do ñandú.
Na sombra que as árvores projetam
sob o fulgor da lua,
no oco dos troncos, nas valas,
e nas grutas, sem um eco, agacha-se, tomado pelo temor.
É o cuco. Não vos assusteis, meus meninos,
é um conto, mas um conto contra o mal.
É um vampiro misterioso que, do menino vagabundo,
suga o sangue com avidez.
Ao sortilégio do morcego, desperta.
Os vaga-lumes o anunciam com sua luz,
quando rasgam com seus lampejos
o capuz das noites funerárias.
Ele não corta o ar, em voo oblíquo,
como a ave de rapina noturna;
ele se arrasta, com seus silvos, mais temível,
mais ligeiro que o veloz ñacaniná.
Não há gorjeio, não há grasnado,
não há murmúrio que ele não saiba repetir;
pois suas presas atrai com seus arremedos,
seus arremedos de falaz cabureí.
Amálgama de homem e fera,
metade ave sem suas asas, metade serpente,
é o gênio das noites na terra paraguaia,
e o cadáver errante da raça do Guarán.
Professor Pedro Troche Gonzalez


