“A vida oscila como um pêndulo entre a ânsia de ter e o tédio de possuir”, escreveu o filósofo alemão Arthur Schopenhauer.
A metáfora revela uma verdade incômoda: desejamos intensamente aquilo que não temos, mas, após conquistar, o encanto tende a diminuir. O desejo se alimenta da falta — e muitas vezes se esvazia na posse.
Nas relações afetivas, essa dinâmica aparece com frequência. Há homens que se movem pela excitação da conquista. Seduzem, prometem, fazem a mulher se sentir única. O cortejo é intenso, envolvente, quase irresistível.
Mas, depois que conquistam, algo muda.
O entusiasmo esfria. A presença diminui. O interesse perde força quando já não há desafio.
Esse padrão remete ao arquétipo de Dom Juan — o sedutor apaixonado pela conquista, não pela permanência. Em alguns casos, pode também revelar traços narcísicos: o homem não busca a mulher em si, mas a validação que ela oferece. Ele precisa conquistar para reafirmar o próprio valor. Quando já se sente seguro, o estímulo desaparece.
O alerta às mulheres é simples e necessário: não confunda intensidade com profundidade. Observe como ele age depois que a conquista acontece.
Quem só ama o desafio dificilmente saberá amar a constância.


