
Autor Mário Dóro
Em um dia ensolarado eu direcionei a minha mente para lembrar da minha mãe Dona Elza, uma lembrança que é sempre presente, são os sabores da infância, dentre tantas iguarias que ela fazia com maestria eu me recordei do Mingau de Amido de milho e Mingau de aveia.
Essa lembrança não é só alimentação, é afeto.
Mingau de Amido de milho — Leveza que acolhe
O mingau de amido de milho é simples, mas estratégico.
Ele protege o estômago, repõe energia rapidamente, ajuda em fases de fragilidade física.
Quantas mães, como Dona Elza, sabiam — talvez sem diploma, mas com sabedoria ancestral — que aquele mingau matinal fortalecia o corpo para enfrentar o dia?
Não era pobreza.
Era inteligência nutricional dentro da realidade possível.
Era cuidado preventivo antes mesmo de sabermos o que era “nutrição funcional”

Mingau de Aveia — Força que constrói
À noite, a aveia.
Fibra, equilíbrio glicêmico, proteção cardiovascular, saciedade, sono melhor.
Sua mãe talvez não falasse em “betaglucana” ou “microbiota intestinal”, mas ela intuía o que muitas mulheres simples sempre souberam:
alimentar é proteger.
O mingau noturno era quase um ritual:
acalmar o corpo, preparar o descanso, fortalecer silenciosamente.
O verdadeiro ingrediente
O que torna esse relato especial não é apenas a nutrição.
É o reconhecimento tardio — e profundo — da genialidade silenciosa das mães.
Há um tipo de sabedoria que não vem dos livros.
Vem da responsabilidade de criar filhos com o pouco que se tem, mas com o máximo de amor.
Dona Elza não fazia apenas mingau.
Ela fazia prevenção.
Ela fazia energia.
Ela fazia sono tranquilo.
Ela fazia futuro.
Saudades do seu afeto



