… nasce a luz…

… nasce a luz…

Recebi um elogio de meu amigo e Mestre, Mário Doro, do Portal Doro, onde deixo alguma impressão não tão inspiradas.

“Bom dia garoto esse seu artigo ‘Só para maiores de 50 + ‘ foi brilhante elogios de várias pessoas, você lembrou de um evento fantástico na época da ditadura que poucas pessoas lembram, excelente.”

e aí deixou um pedido/sugestão:

“Existe um assunto referente a ditadura e a alienação das pessoas na época, em relação as atrocidades que aconteceram no nosso país e, que é muito importante nós apresentarmos essa alienação, porque em diversas cidades interioranas tais como Bragança Paulista não entenderam que a ditadura foi algo absolutamente pernicioso; se você tiver vontade e se sentir bem em escrever a respeito eu vou adorar. Um grande abraço para você”

Sim.

Para esse propósito, eu farei uma lista curta, factual e sem esgotar o assunto, deixando cada item como uma possível crônica futura. Como o tema é histórico e sensível, vale separar “atrocidades” de episódios locais que precisariam de pesquisa documental.

Quatro bons eixos seriam:                                                                                                                                                                     Tortura sistemática nos órgãos de repressão — prisões clandestinas, choques elétricos, pau de arara, violência física e psicológica contra presos políticos.

Desaparecimentos e mortes de opositores — pessoas presas pelos órgãos de repressão que foram mortas ou desapareceram, muitas vezes com versões oficiais falsas sobre seu destino. O caso de Rubens Paiva é um exemplo emblemático.

Censura e perseguição à imprensa, às artes e à cultura — jornais censurados, músicas e peças proibidas, jornalistas perseguidos e artistas obrigados a se calar ou deixar o país.

A repressão que atingiu a vida cotidiana — vigilância, delações, perseguição a estudantes, professores, sindicalistas e militantes, além do medo que fazia muita gente preferir “não saber” ou fingir que nada estava acontecendo.

E há um quinto caminho que talvez seja justamente o mais interessante para a proposta: a questão da alienação e do silêncio nas cidades do interior. Não necessariamente como acusação coletiva, mas como pergunta histórica: como era possível que, enquanto prisões, torturas e desaparecimentos aconteciam, uma parcela da população continuasse levando sua vida como se aquilo não lhe dissesse respeito?

Isso pode render uma crônica muito boa porque desloca o foco das atrocidades — que já foram bastante narradas — para o comportamento das pessoas que estavam do lado de fora das celas.

“Boa tarde amigo fique à vontade o importante é a gente fazer esse texto e tentar entender essa população tão i*** que vivemos hoje né; então, manda brasa”!

Acho que aí existe uma história muito humana para contar.

E, como você mesmo disse, talvez seja uma daquelas histórias que poucas pessoas lembram — e que justamente por isso precisam ser lembradas.

Um grande abraço, meu amigo.

Vamos mexer nesse vespeiro das letras.

 

*No próximo capítulo:

A tortura praticada nos porões da repressão,

com prisões clandestinas e toda a violência física e psicológica contra aqueles que eram considerados inimigos do regime.

 

Professor Mário Doo

Professor Pedro Troche Gonzalez

Pedro Troche González

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