MAIS UMA VEZ O CINEMA ARGENTINO SE MOSTRA COMO UM DOS MELHORES DO MUNDO..

Impressionante como o cinema argentino gosta de escarafunchar histórias do cotidiano que passam desapercebidas.
Desapercebidas, inclusive para o cinema brasileiro, que insiste em reprisar temas recorrentes. E que, cuja falta de bons temas e bons roteiristas, fica dando voltas sem sair do lugar.
A trama de ‘A Mulher da Fila’ é baseada em uma história real impactante sobre a luta de uma mãe contra as falhas do sistema prisional e judicial.
A história acompanha Andrea (Natalia Oreiro), uma mulher de classe média que vê sua vida desmoronar quando seu filho é preso pela polícia sob acusação de roubo.
Convencida da inocência do filho, Andrea inicia uma jornada desesperada para libertá-lo, enfrentando a burocracia, a solidão e o julgamento social.
E o mais surpreendente é como a vida de Andrea muda radicalmente por conta das visitas que faz ao filho na prisão.
O filme retrata a realidade das mulheres que formam filas em frente aos presídios argentinos para visitar parentes, expondo a humilhação e a resistência desse grupo.
Curiosamente uma parte do elenco é composta por não-atrizes que possuem parentes no sistema prisional na vida real, o que traz uma camada extra de veracidade à obra.
Dirigido por Benjamín Ávila (conhecido por Infância Clandestina), o longa utiliza uma paleta de cores acinzentada e uma trilha sonora discreta para intensificar o clima de urgência e esgotamento emocional da protagonista.
A produção recebeu críticas positivas por sua abordagem sensível e atuações emocionantes, sendo considerado um dos filmes latino-americanos mais marcantes de 2025 na plataforma de streaming.
Além da busca por justiça, o filme aborda a “condenação moral” que recai sobre as famílias dos detentos e a indiferença de um sistema desigual.
(NETFLIX)

Wanderley Dóro

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