DA LITERATURA
Europeia
Ainda tomado pela demência e pelo rasto de Literatura deixado em meu subconsciente por um sonho maluco (20 de maio de 2026), me sinto impelido a completar a crônica anterior … e ainda peço que me perdoem esta pseudo-erudição.
Falava eu de Grego e Latim, as chamadas línguas clássicas, porque, nos seus autores se inspiraram os artistas das nações de Europa, principalmente daquelas nações de língua derivada do Latim.
O italiano, o francês, o português, o castelhano e outras menos difundidas, como o provençal, o catalão, o galego, o romeno, que são denominadas línguas romances porque nasceram do romano, ou seja, da língua de Roma, e receberam do Latim, uma grande quantidade de palavras e a sintaxe. Esta última podemos dizer que é, definitivamente, a forma de pensar. O que significa que povos que tem semelhança em sua sintaxe assemelham-se também na forma de pensar. O fato de pensar da mesma forma dá origem a uma confraternização tão grande que maior não pode existir, haja vista que frequentemente vemos que nem sempre basta somente ter o mesmo sangue para afastar o ódio e as diferenças entre certos irmãos. Quando, pois, ouvimos falar da raça latina, recordemos que não existe tal raça, porque os habitantes do Latium (Lácio) eram não mais que um punhado, e a Europa atual é de origem germânica; o que realmente existe é uma LATINIDADE que nos provêm da língua que falamos, origem de um parentesco espiritual que abrange tantas nações de Europa e América.
As Literaturas europeias beberam também nas fontes da Bíblia (como cristão que são) e de Grécia e de Roma.
A Literatura francesa inicia no século XI com um poema épico:
“A Canção de Rolando”, e é bom lembrarmos os nomes de Montaigne, Rabelais, Corneille, Racine, Molière, Pascal, Victor Hugo, etc.
A Literatura italiana, inaugura-se no século XII com Dante Alighieri, o autor da “Divina Comedia”, à que se segue através das centúrias, entre outros, Petrarca, Boccaccio, Machiavello, Ariosto, Tasso e finalmente Leopardi, Carducci, Manzoni.
Na Literatura Portuguesa (serei breve, pois é do conhecimento de todos nós) aparece também um poeta épico, Camões, autor de “Os Lusíadas”.
O poeta máximo da Literatura inglesa é Shakespeare, o grande dramaturgo.
Da Alemanha temos Goethe, e é nessa Literatura que floresce um grande poema épico primitivo: “Os Nibelungos”. O inglês e o alemão pertencem ao mesmo grupo de línguas saxões.
Espanhola
Já que estamos falando de Literatura, dos Clássicos, europeia, agora falemos um pouco da Espanhola, já da Portuguesa e da Brasileira, todos por aqui tiram de letra.
A Literatura Espanhola, inicia-se no século XII com as páginas épicas do Poema “Mio Cid” e prossegue com Gonzalo de Berceó e o Arcipreste de Hita, Jorge Manrique e o Marquês de Santillana, Juan de Mena e Fernando Rojas.
O século XVI é chamado de século de ouro da Literatura castelhana:
O século de Carlos V e Felipe II, quando a língua espanhola conquistou seu desenvolvimento completo e a grandeza de Espanha brilhou mais alto, em todos os campos. Então floresceram prosistas como Dom Miguel de Cervantes Saavedra, autor da melhor novela do mundo, “Dom Quixote de La Mancha”; Hurtado de Mendoza, provável autor de “El Lazarillo de Tormes”; Quevedo, Garcián; Santa Teresa; poetas como Garcilaso de La Vega, Fray Luis de León, San Juan de La Cruz, Rodrigo Caro, Góngora; dramaturgos como Lope de Vega, Calderón de La Barca, Tirso de Molina e Ruiz de Alarcón.
Após um período de decadência, como se a humanidade experimentasse a fadiga de ter produzido tantos homens, em Espanha, o mesmo que em América, e após ter passado algum século na inútil devoção aos autores clássicos vistos através dos escritores franceses, o movimento chamado de romantismo veio a trazer novos brios à Literatura Espanhola. Como românticos figuram poetas do naipe de Espronceda, Zorrilla e Becquer, todos do século XIX. Despontaram também a novela e a ciência espanhola. Da primeira lembraremos de Coloma, Fernán, Caballero, Selgas e além de todos a Pereda e Galdós. Da segunda só iremos lembrar do Maestro Menéndez e Pelayo, de Menéndez Pidal e Bonilla e San Martín. Entre os poetas do fim do século XIX podemos lembrar de Arce e Campoamor. Entre os escritores pensadores e poetas e comediantes de hoje, cabe citar a Juan Ramon Jiménez, Pemán, Unamuno, Ortega e Gasset, Ramiro de Maetzu, Ricardo León, Benavente, os Machado, os Marquina, os irmãos Alvares Quintero.
Pedro Troche Gonzalez é um aprendiz de poeta e apaixonado pela Literatura Universal, que vem incomodar com seus lampejos de loucura a verdadeiros expoentes da Arte de Escrevinhar. Obrigado pela atenção e paciência… e, ao encerrar, deverei citar este quixotesco aprendiz de poeta, que em nada se assemelha ao grande Miguel de Cervantes, e que tomado de parvoicidade se acha no direito de incomodar grandes poetas com seus sonhos de grandezas…
Pedro Troche Gonzalez


