A Universidade São Francisco (USF) sediou o lançamento do projeto “SUS em CLIMA de mudança”, uma iniciativa que busca preparar a rede de saúde de Bragança Paulista para lidar com eventos climáticos extremos como ondas de calor e chuvas intensas.
O evento aconteceu no Salão Nobre da instituição e marcou o início de uma parceria entre a Prefeitura e a universidade, integrando o programa PET-Saúde Clima com fomento do Ministério da Saúde. O principal objetivo desse trabalho de caráter intersetorial, que terá duração de 24 meses, é reunir estudantes, professores, gestores e a comunidade para identificar riscos locais e construir soluções que protejam os moradores, especialmente os mais vulneráveis.
Representando o prefeito Edmir Chedid e a vice-prefeita Gislene Bueno, a secretária municipal de Saúde, Thaís Miana, garantiu o suporte total das equipes da administração pública para o andamento das pesquisas. “A secretaria está de portas abertas, as nossas unidades de saúde estão de portas abertas para vocês”, afirmou Thaís, destacando que os postos de atendimento funcionarão como laboratórios práticos e fontes de dados úteis para a população.
A gestora também chamou a atenção para a necessidade de adaptar os canais de comunicação com os moradores da zona rural e com quem ainda se informa por jornais impressos ou carros de som, reforçando que “para fazer saúde, não precisa ser da saúde, mas a gente precisa chegar com a informação da saúde”.
O coordenador do projeto, Daniel Augusto de Toledo Teixeira, defendeu um tom de cautela e responsabilidade ao tratar do assunto. “As mudanças climáticas já são reais, já estão aqui, já estão batendo na nossa porta”, alertou, destacando que o papel do grupo é traduzir essa urgência de forma que ajude as pessoas a compreenderem os impactos no próprio cotidiano.

Para colaborar com essa missão, os alunos dos Grupos de Aprendizagem Tutorial (GATs) apresentaram suas propostas de atuação durante a cerimônia, recebendo elogios de Lisamara Negrini, chefe de Coordenação do NEPH IESC SUS, que declarou: “Os alunos têm a energia que às vezes a gente perde no dia a dia do nosso trabalho. Eles têm a esperança, a criatividade”.
O evento abriu espaço para debates práticos e contou com a participação do secretário de Esportes, Marinho, que relembrou a mobilização recente do município diante de alertas de temporais e defendeu a importância de conscientizar a população sobre a prevenção.
Na plateia, a professora aposentada Lucélia Toledo sugeriu estender o projeto para os estudantes de escolas públicas e particulares, enquanto a professora Daniela Viana exaltou o poder das ações de extensão universitária para levar o conhecimento científico direto para a sociedade.
Nos próximos meses, os grupos vão se debruçar sobre temas complexos como a qualidade da água e do ar, a segurança alimentar e os reflexos de eventos severos na saúde humana, focando em deixar um legado técnico que continue servindo à cidade mesmo após o encerramento do projeto.
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