EMBARGOS AURICULARES n° 403: “O COI bane ‘atletas trans’ das competições femininas das Olimpíadas de Los Angeles de 2028. Decisão polêmica, porém, correta! Entenda”

O Comitê Olímpico Internacional resolveu colocar um basta na questão de “trans” competirem ou não em qualquer modalidade esportiva voltada às mulheres nas próximas Olimpíadas. Atletas “trans” não competirão em “modalidades femininas” e ponto final! A medida começará a valer a partir dos Jogos Olímpicos de Los Angeles de 2028, sendo que o COI não aceitará mais atletas “trans” competindo com mulheres.

A decisão causa polêmica e dividem opiniões, embora a esmagadora maioria entende que, de fato, “mulheres trans”, competindo nas modalidades esportivas com mulheres biológicas, levam flagrante vantagem diante de sua natural força e resistência. Homens têm fibras musculares diferentes, disposição óssea mais largas e compridas, pulmões e coração maiores, maior massa de gordura que dão a eles uma capacidade de força, velocidade e resistência, em média, o dobro das mulheres. Numa competição esportiva, ainda mais em alta performance que são todas de nível olímpico e profissional, a vantagem é toda deles.

E, como a “mulher trans”, nada mais é – falado em linguagem objetiva – do que o homem que se tornou mulher por um ato de vontade própria continua com as mesmas características fisiológicas naturais de seu nascimento. Ou seja, no máximo seria o estereótipo de mulher, com hábitos de mulher, vontade de mulher, pensamentos de mulher, mas cientificamente é homem, e com “H” maiúsculo! A testosterona não consegue disfarçar o indisfarçável! Portanto, uma mulher não consegue competir em modalidade esportiva de força ou resistência com um homem em igualdade de condições. Isso é um fato incontestável!

Para você entender melhor, busque nos arquivos esportivos a saga dramática da nossa campeã olímpica no salto em distância nos Jogos Olímpicos de 2008, em Pequim, Maurren Maggi. Ela é a atual a recordista brasileira e sul-americana do salto em distância – 7,26 m – e tricampeã pan-americana em Winnipeg-Canadá em 1999Rio de Janeiro em 2007 e Guadalajara-México em 2011 na mesma prova. É também recordista sul-americana da prova dos 100 metros com barreiras, com a marca de 12s71, obtida em 2001, e já foi recordista sul-americana do salto triplo, com 14,53 m, marca obtida em 2003.

Mas, faltava-lhe uma medalha: a de Campeã Olímpica! O problema é que ela não contava que um creme depilador contivesse a substância “clostebol”, considerada “dopping” por influenciar diretamente na performance do atleta. O resultado foi o banimento de Maurren por 2 anos (O Globo; 20 ago 04). Para a maioria dos atletas de alto rendimento isso significa a aposentadoria compulsória!

Mas, não era só!

Aos 27 anos e no mesmo ano de sua suspensão das competições, Maurren ficou grávida (Folha; 29 abr 04) e teve Sophia nesse período. Agora, pense: como ela poderia voltar a treinar e atingir a performance de alto rendimento olímpico depois de tanto tempo afastada e de ter sido mãe? Pois, é! Ela retornou, disputou e venceu a medalha de outro nos Jogos Olímpicos de Pequim em 2008. Maurren Maggi, assim como todas as outras competidoras do salto em distância, treinou como nunca! Na verdade, ela treinou a vida inteira para acerta um único salto! E, foi feliz porque ela conseguiu acertar o salto que lhe deu o lugar mais alto do podium! Merecidamente.

Agora, só para seu exercício de raciocínio, imagine que um homem que compete na modalidade de salto em distância e muito longe de conseguir o índice para ir às Olimpíadas, nada satisfeito com o fato de ser homem, resolve se transformar em mulher. Daí em diante, passa a competir na mesma modalidade que Maurren. Ele – agora “ela” – consegue o índice olímpico, vai à Pequim e, na final, encontra Maurren pela frente e supera o salto dela em, aproximadamente, 2 metros. O podium muda, Maurren fica em segundo lugar e a “mulher trans” em primeiro e no lugar mais alto. Recebe a medalha de outro, um buque de flores e discursa dizendo: “essa medalha é fruto de muito trabalho, sacrifício, esforço e dedicação”!

Sinceramente, com todo o respeito às opções sexuais, nascimentos, preferências, simpatizantes, etc., mas não dá engolir e digerir uma tão desconexa defesa dessa ideia tão distante da lógica natural que nenhuma ideologia poderia modificar nem rebater a ciência em que até um energúmeno poderia fazer uma simplória diferenciação: dizer que “ela”, na verdade, é “ele”!

Trocando tudo isso em miúdos: seja o que você quiser ser. Arque com os “louros ou revezes” da sua escolha. Tenha saúde, paz, seja feliz, mas tenha o suficiente bom senso de não impor o errado como certo às pessoas – como é esse o caso – como se fosse a coisa mais natural e leve do mundo que não fosse possível a realização de uma mínima crítica qualquer. Cientificamente homem é homem e mulher é mulher com semelhanças e diferenças que dão a cada um, características particulares com funções, missões, limitações, performance, capacidade, etc., diferentes!

Só um detalhe, o COI não proibiu os atletas “homens trans” competir com os atletas homens biológicos! E, nem precisava porque nunca vi nenhum que tivesse esse interesse, obviamente. O motivo é que esses não são burros e nem rasgam dinheiro. Não precisa ser nenhum Einstein para saber o porquê!

É isso!

 

Marcos Túlio, Advogado e Professor de Direito.

Marcos Tulio de Souza Bandeira

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