Em tempos em que tantas notícias nos lembram das dores e das lutas que ainda enfrentamos por simplesmente sermos mulheres, hoje eu quis olhar para o outro lado da história. O lado que muitas vezes esquecemos de celebrar.
Ser mulher também é potência.
Existe algo profundamente bonito na capacidade que a mulher tem de se reinventar. A mulher cai, se refaz, reorganiza a própria vida e segue em frente. Carrega dentro de si uma força silenciosa, que muitas vezes passa despercebida, mas que sustenta famílias, sonhos e histórias inteiras.
Ser mulher é ser múltipla. Somos muitas em uma só. Somos filhas, amigas, profissionais, mães, companheiras, cuidadoras de mundos invisíveis que quase ninguém vê. E mesmo quando o mundo tenta nos encaixar em rótulos, seguimos sendo muito maiores do que qualquer definição.
Há também uma sabedoria que mora na mulher. Uma intuição que não se aprende em livros, mas que atravessa gerações. Aquela voz interna que protege, acolhe e orienta. Aquela sensibilidade que alguns insistem em chamar de fragilidade, quando na verdade é uma das nossas maiores forças.
Talvez por isso cause tanta estranheza perceber que, em muitos momentos, alguns homens parecem ter se esquecido de algo essencial: todos eles vieram de uma mulher.
Foram gerados no ventre de uma mulher. Foram acolhidos, nutridos e colocados no mundo por nós. E só esse fato já deveria ser motivo suficiente para que jamais faltassem respeito, admiração e cuidado.
Mas este texto não é um lembrete de cobrança. É, acima de tudo, um lembrete de orgulho.
Orgulho de ser mulher.
Orgulho da nossa capacidade de amar, reconstruir, intuir e seguir em frente.
Porque ser mulher não é apenas resistir ao mundo.
É ter, todos os dias, a rara capacidade de transformá-lo — muitas vezes em silêncio, mas sempre com uma força que nasce de dentro.


