Semana passada eu estava assistindo a novela do Candinho, na Globo, e vi uma sequência que me emocionou muito e me fez voltar no tempo: uma serenata.
As serenatas eram manifestações musicais noturnas, realizadas ao ar livre, dedicadas a homenagear, cortejar ou declarar amor a alguém, geralmente diante da janela ou porta da casa da pessoa amada.
Com raízes profundas na tradição, eram comuns em noites de luar, caracterizando-se como um gesto de romantismo e poesia.
As principais características de como eram as serenatas, especialmente no contexto brasileiro:
Aconteciam durante a noite ou madrugada, ao “sereno” (ao ar livre).
A serenata era focada em uma pessoa específica, que ouvia a homenagem dentro de sua casa, frequentemente na janela.
Os seresteiros costumavam utilizar instrumentos acústicos, sendo o violão o principal, acompanhado de bandolim, violino ou flauta.
As músicas eram modinhas, serestas ou canções românticas, muitas vezes focadas em temas amorosos e sentimentais.
Embora pudesse ser feita por uma pessoa apaixonada, era comum que grupos de amigos (seresteiros) saíssem pelas ruas cantando e tocando.
A serenata é o ato específico de cantar na rua para alguém. É o gênero musical ou o ato de cantar em ambientes fechados (como salões).
No Brasil, a tradição das serenatas é forte em cidades históricas, sendo Conservatória (RJ) um dos exemplos mais famosos, onde os seresteiros mantêm viva a tradição desde o século XIX.
As serenatas perderam popularidade com o surgimento do rádio e novos meios de reprodução sonora, mas ainda resistem como patrimônio cultural em certas regiões.
Época boa, saudade das serenatas!!!!
Nos anos 60/70 eu não sabia cantar nem tocar nenhum instrumento. Coisa que, cá entre nós, isso perdura até hoje… rs…
Aí resolví fazer uma serenata para uma linda paquera usando uma… vitrolinha!!!! Vê se pode!
Eu apenas fazia playback com a boca porque não sabia cantar, muito menos tocar.
O problema é que o disco enroscava e tinha de ficar recolocando …
Nessa a moça na janela teve uma crise de risos.
Na hora pensei: a moça vai me jogar um balde de água. Vou ficar com cara de tacho!
Ou seja, depois daquele furo, namôro nem pensar.
Mas não.
Surpreendentemente rimos juntos.
E ela ainda me convidou para tomar um café.
Ficamos tomando café até ao amanhecer.
Resultado?
No fim deu tudo certo, porque começamos a namorar.
E quem era aquela moça?
Aquela que se tornou a minha esposa há exatos 49 anos.
Ano que vem vamos comemorar 50 anos de casados.
E vamos comemorar com a família reunida na Toscana, Itália.
Eu e meu neto vamos entoar uma música ao vivo.
Se bem que meu neto vive me dizendo que eu canto mal…rs…
Mas vai que o espírito do Pavarotti baixe em mim…


