O outro lado do autismo: a infância dos irmãos

Você já parou para pensar no que significa crescer ao lado de uma criança autista? Não é uma questão de culpa ou de negligência, mas de atenção: por que os irmãos parecem, às vezes, caminhar paralelos, quase à sombra do outro?

Essas crianças, se não forem neurodivergentes, aprendem cedo a observar, a esperar, a ceder. Crescem em um ritmo diferente, descobrindo responsabilidades que não aparecem nos livros da infância. Aprendem a dividir atenção, a conviver com barulho e rotina, a oferecer cuidado e compreensão antes mesmo de compreenderem plenamente suas próprias emoções. Há uma espécie de força silenciosa nesse lugar que lhes é reservado, um amadurecimento que se constrói na prática do cuidado, da paciência e do amor.

Ao mesmo tempo, essa experiência imprime marcas profundas: desenvolvem empatia, resiliência e uma sensibilidade que nem sempre é visível aos olhos de quem os observa de fora. Elas percebem sutilezas, antecipam necessidades, encontram pequenas alegrias em gestos que passam despercebidos. Mas também carregam dúvidas, frustrações e o desejo de serem vistas como são — únicas, complexas, merecedoras de atenção própria.

E se pudéssemos escutar essas vozes? Se pudéssemos olhar o mundo através dos olhos de quem, muitas vezes, é chamado a se doar para que o outro floresça? É pensando nesse olhar — profundo, sensível, cheio de descobertas e desafios — que escrevi Meu Irmão e Seu Mundo. Um livro que revela a experiência de um irmão e convida famílias, educadores, terapeutas e crianças a compreenderem o autismo de forma afetiva, verdadeira e transformadora.

Compreender o autismo não é apenas conhecer as particularidades de quem o vive, mas também valorizar o coração de quem cresce ao lado, aprendendo a navegar em um mundo compartilhado, cheio de amor, desafios e descobertas. Se quiser conhecer o livro Meu Irmão e Seu Mundo, ele pode ser encontrado nos principais marketplaces do país e também na loja UmLivro.com — um convite para olhar, ouvir e caminhar juntos, reconhecendo cada voz, cada gesto e cada pequena vitória.

Ligia Nobrega Barbosa

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