O certo sempre será certo.
O errado sempre será errado.
E é trágico que isso precise ser lembrado.
O que vivemos hoje no Brasil não é apenas uma crise política.
É uma crise moral.
Entramos em um perigoso vale-tudo da verdade, onde valores deixaram de ser universais e passaram a ser convenientes.
Se o político que eu admiro faz, pode.
Se o político que eu rejeito faz, não pode.
E não estou falando apenas de posicionamento ideológico.
Estou falando da relativização dos valores.
Quando a verdade passa a depender de quem fala — e não do que é feito — algo essencial já se perdeu.
Aristóteles afirmava que a virtude está no caráter, não na conveniência.
Kant foi ainda mais claro: o que é moral deve valer para todos, independentemente de quem pratica o ato.
Quando abrimos exceções, deixamos de falar de ética e passamos a falar de interesse.
Hoje nos comportamos como uma torcida de futebol:
não importa se o gol foi feito com a mão — desde que seja do meu time.
Não importa se a regra foi quebrada — desde que me favoreça.
Mas uma nação não se sustenta assim.
Valores não podem ser elásticos.
Princípios não podem mudar conforme o lado do campo.
Justiça que escolhe a quem aplicar deixa de ser justiça.
E aqui faço um posicionamento pessoal, claro e inegociável:
Eu só quero perto de mim pessoas com valores claros — não valores relativos.
Para conviver.
Para caminhar.
E para atender profissionalmente.
Minha linguagem não é para todo mundo.
Meu trabalho não é para quem negocia princípios conforme a conveniência.
É para quem não negocia resultados e não aceita esse relativismo moral travestido de opinião.
Sem valores sólidos, a política vira espetáculo.
Sem princípios inegociáveis, a democracia vira torcida.
E sem verdade, qualquer país se perde — mesmo acreditando que venceu.
O certo não depende de quem faz.
O errado não muda de lado.
E valores deveriam dirigir nossa vida — não o relativismo.
Quem pensa diferente, tudo bem.
Mas não caminha comigo.
Refletir sobre isso é urgente.


