A escritora, poeta, ativista cultural e atual presidente da Associação de Escritores de Bragança Paulista (Ases), Henriette Effenberger, será a convidada de destaque do próximo Programa “Papo D’Oro Entrevista”. Conduzida pelo jornalista e apresentador Mário Doro, a conversa será transmitida ao vivo na próxima terça-feira, 10, a partir das 10h, pelo canal oficial do Portal D’Oro no YouTube e retransmitida na página oficial do programa no Facebook.
Nascida em Bragança Paulista no dia 29 de junho de 1952, Henriette desenvolveu desde a juventude uma relação íntima com a escrita criativa, produzindo crônicas e versos que permaneceram guardados em cadernos íntimos por anos. Sua formação acadêmica inicial deu-se no tradicional Curso Normal do Instituto Educacional Coração de Jesus em 1970, seguido pelo diploma de técnica em contabilidade na Escola Comercial Professor Francisco D’Auria.

Posteriormente, ela graduou-se em Administração de Empresas pelo Instituto de Ensino Superior da Região Bragantina, atual Universidade São Francisco (USF), e atuou em instituições locais renomadas, como a Apae. Sua trajetória profissional no mercado formal consolidou-se através de concurso público no antigo banco Banespa, local onde exerceu suas funções administrativas até a sua respectiva aposentadoria, ocorrida no ano de 1998.
O reconhecimento público de sua veia literária ganhou forte impulso no final da década de 1980, período em que conquistou o terceiro lugar em um prestigiado concurso de poesia promovido pela própria instituição bancária. Foi nesse cenário de efervescência cultural que ela conheceu a também escritora Maria Dulce N. K. Louro, estabelecendo uma duradoura parceria intelectual que renderia diversos prêmios nacionais.
Em 1991, motivadas pela escritora Lóla Prata, a dupla uniu forças com outros intelectuais da região para idealizar a fundação de uma entidade que organizasse formalmente a classe dos escritores locais. Essa articulação pioneira deu origem à Associação de Escritores de Bragança Paulista (Ases), fundada oficialmente em 22 de fevereiro de 1992, com Henriette ocupando o cargo de primeira tesoureira.
A intelectual manteve uma atuação ininterrupta na entidade nas últimas três décadas, tendo ocupado a cadeira da presidência pela primeira vez no quadriênio compreendido entre os anos de 1998 e 2002. Atualmente, ela comanda os rumos institucionais da Ases na gestão do triênio de 2024 a 2026, trabalhando ativamente para expandir o mercado editorial e a valorização das vozes literárias femininas no município.
Sua bibliografia abrange poesia, prosa, contos e romances reconhecidos nacionalmente, destacando-se o livro “Linhas Tortas”, que conta com a consagrada apresentação de autoria do escritor Ignácio de Loyola Brandão. No segmento infantil, sua obra foi condecorada com láureas importantes, a exemplo do Prêmio João de Barro de Literatura Infantil, oferecido pela Fundação Cultural de Belo Horizonte.
A profundidade de seus escritos despertou o interesse acadêmico em universidades públicas federais e estaduais, resultando na dissertação de mestrado defendida em 2019 pelo pesquisador Sebastião Bonifácio Júnior na Universidade Estadual de Londrina. Sua obra de contos intitulada “Fissuras” também foi adotada formalmente como leitura obrigatória em cursos de especialização e pós-graduação em Crítica Feminista na Universidade Federal Fluminense.
Além de sua produção individual, Henriette Effenberger dedicou parte significativa de sua carreira ao registro histórico de entidades fundamentais para a memória bragantina, assinando livros comemorativos da Sociedade Sinfônica Amigos da Arte Musical e do Aeroclube municipal. Ela também é membra ativa da União Brasileira de Trovadores (UBT) e participa ativamente das ações de fomento do coletivo feminista de abrangência nacional Mulherio das Letras.
Para Mário Doro, a participação da autora no programa representará uma oportunidade única para o público conhecer os bastidores de uma carreira inteiramente dedicada à preservação e construção da identidade bragantina. O apresentador reforça que a escrita sensível de Henriette é um verdadeiro patrimônio imaterial da cidade, capaz de imortalizar crônicas cotidianas e tocar de forma definitiva as emoções de seus leitores.
Não perca!
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