EMBARGOS AURICULARES n° 399 “O que você deve enxergar ao ver Erika Hilton eleita presidente da Comissão de Direitos Humanos da Mulher no Brasil da Câmara dos Deputados”

Foi no último dia 11.03 (quarta) que a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Mulher da Câmara dos Deputados resolveu eleger a Deputada Federal Erika Hilton (PSOL-SP) como sua presidente. Ou seja, ela terá as atribuições de ser a representante e defender a mulher brasileira em todas as questões relacionadas aos direitos humanos.
Um “prato cheio” para todos os críticos favoráveis ou contrários, haja vista ser Erika (PSOL-SP) uma mulher trans! Mas a pergunta de milhões – e ponha milhões nisso – é: o que você deve enxergar ao ver a eleição de Erika Hilton (PSOL-SP) para ser “a cabeça” de uma representação feminina em defesa de seus direitos no atual contexto nacional?
A primeira coisa é que se trata de uma eleição democrática – frise-se bem – porém, num contexto totalmente ideológico e, consequentemente, a imagem de Erika, sendo boa ou ruim, é da mesma origem. A preocupação não foi a de buscar alguém que, de fato, pense, fale, sofra, viva e defenda com sua alma os direitos da mulher. De jeito algum! Pode até ser que Erika tenha todas as melhores intenções- o que não está sendo questionado aqui – mas, é evidente que a intenção primária foi a de marcar posicionamento político por ideologia e não por conta de conexão plena entre representante e representadas! Isso é óbvio!
A segunda coisa é que nem Erika Hilton (PSOL-SP), nem os membros que a elegeram dentro dessa comissão estão preocupados se conseguirão ou não aproximação, apoio e, muito menos simpatia das representadas. Não esquecendo que todas elas são mulheres no Brasil inteiro, o que não exclui as brasileiras que vivem no exterior! Aliás, em um comunicado em suas redes sociais, compartilhada e analisada pelo Dep. Federal Nikolas Ferreira (PL-MG) no portal “Agora! Brasil – agorabrasilnews – instagram”, Erika (PSOL-SP) escreveu: “E não estou nem um pouco preocupada se o esgoto da sociedade não gostou. A Opinião de transfóbicos e imbeCIS (sic) é a última coisa que me importa”. Trocando em miúdos: quem não gostou que se lixe porque ela é a “presidenta” desse “treco”, é o que importa! “Seda-fo” o resto!
A terceira coisa é que em ano eleitoral vale tudo para conseguir um palanquezinho caprichado! E, pelo que parece, conseguiram “unzinho” pra ela! No caso de Erika Hilton (PSOL-SP) não dava para economizar polêmica! Aliás, tratando-se de quem é, nesse quesito, ela carece de concorrentes. Com um nicho eleitoral bem concentrado em São Paulo, não dava para o partido arriscar e deixar Erika em situação de uma coadjuvante desimportante, ficando apenas nas críticas às CPIs e alguns discursos que não traziam a si a notoriedade pretendida para o atual contexto. Apesar da PEC n° 8/2025 de autoria da Deputada do PSOL-SP que trata da jornada de trabalho “6×1”, ainda é muito pouco para garantir um holofote eleitoral de peso. E aí que vale “o quanto mais luzes”, melhor.
A quarta coisa é que as feministas ficaram com “cara de tacho”, pra não dizer outra coisa. Ah, … meu camarada! Se as mulheres precisam de uma “trans” pra defender os interesses delas, a pergunta que as feministas devem se fazer é: “por acaso, não tem mulher nesse negócio aí pra nos representar? É verdade que nós, mulheres, precisamos de uma ‘trans’ para nos defender?” Ou seja, o que fica é que essa história de inclusão e diversidade da biologia e de seu consequente desprestígio àquelas que estão sendo chamadas de “pessoas que gestam” já queimou a largada! Pelo menos, é o que parece.
Logo, essa simpatia pela diversidade vai até a página dois, porque as mulheres do Brasil inteiro estão colocando a “boca no trombone”, o que era de se esperar! Com a palavra, as feministas: E, agora? Vocês ainda acham que esse caso deve abrir espaço para a inclusão e diversidade? Dependendo das respostas das senhoras, creio que correm seríssimo risco de experimentarem do próprio remédio de “descer a borduna”.
E, a última coisa que o/a senhor/a deve enxergar é que essa eleição de Erika Hilton (PSOL-SP) para presidente dessa comissão explica quase tudo que está acontecendo no Brasil nos dias atuais. Você pode plantar o que desejar porque o plantio é livre. Mas a colheita é de conexão obrigatória àquilo que você plantou. Ou seja, se quer a chuva, vai ter que se adaptar à lama também!
Essa história não é sobre plantação, colheita ou chuva. Talvez, só um pouquinho com a lama! Fica a seu critério.
Pense nisso!

Marcos Túlio, Advogado e Professor de Direito.

Marcos Tulio de Souza Bandeira

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