
Há muito tempo observo que, em datas especiais de fim de ano, muitas pessoas passam a vestir a fantasia da bondade.
Usam as redes sociais para arrecadar doações, mas, sobretudo, para exibir a própria imagem — como se a solidariedade precisasse de plateia para existir.
Aprendi com meu pai que “fazer o bem sem dizer a quem” é infinitamente mais valioso.
O bem verdadeiro não precisa de curtidas, não precisa de aplausos, não precisa de holofotes.
Essa prática dos “bonzinhos do Natal”, dos “bonzinhos do Dia das Crianças” — e de tantos outros dias convenientes — me soa como hipocrisia.
Não é caridade quando o principal objetivo é mostrar ao mundo o quanto alguém se considera importante, relevante ou superior moralmente.
O meu sentimento diante disso é de desprezo.
Porque onde há exibicionismo, falta verdade.
E onde falta verdade, o gesto perde seu valor humano.
Faça o bem.
Mas faça em silêncio.
Garanto: o seu coração e a sua mente ficarão muito mais completos e satisfeitos.
Afinal, quando você faz o bem a alguém, está fazendo — antes de tudo — a você mesmo.
Seja voluntário.
Colabore o ano inteiro.
Apoie entidades e ONGs que realmente se preocupam com a qualidade de vida das pessoas, e não apenas com campanhas sazonais.
O bem não é espetáculo.
O bem é compromisso.
#FicaADica


